Falta de regulamentação de postes trava investimentos e ameaça expansão da banda larga, diz Abrint
O setor de telecomunicações tenta destravar um impasse de anos sobre a regulamentação dos postes de energia, compartilhados entre distribuidoras e empresas de telecomunicações.
Segundo a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), o uso dos postes hoje é marcado por disputas contratuais, preços abusivos e falta de responsabilização por ocupações irregulares, problemas que atrapalham a expansão da banda larga no Brasil e solucionar essas ocupações irregulares.
As empresas do setor vão discutir o tema no Abrint Global Congress (AGC), maior congresso de provedores de internet do mundo, que acontece entre 5 e 8 de maio em São Paulo.
Durante encontro na Câmara dos Deputados, em abril, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, disse que o governo está empenhado em avançar na solução de “desafios históricos” do setor, entre eles o compartilhamento de postes, considerado um dos maiores gargalos à conectividade no País.
Segundo a Abrint, o congresso contará com a presença de 45 mil pessoas e com representantes de 40 países.
Na abertura do evento estarão o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, e o deputado Juscelino Filho (PSDB-MA), coordenador da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, entre outros.
O ministro das Comunicações disse à Coluna do Estadão que o Abrint Global Congress é importante para que seja ampliado o debate sobre políticas públicas.
“Quando falamos em levar acesso à internet para todos os brasileiros, não podemos deixar de reconhecer a atuação os provedores regionais de internet. Eles conhecem a realidade dos locais mais remotos do país”, disse.
“O congresso é essencial para ampliarmos o debate sobre políticas públicas, troca de experiência entre países para a expansão da infraestrutura digital e inclusão digital. Elas dependem de ações efetivas do governo e parceria com o setor privado”, completou.
