Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026

Ericsson tem queda na receita e no lucro, mas aponta otimismo com IA

A Ericsson registrou mais um trimestre de baixas na receita, no lucro e com reflexos da alta nos custos dos componentes. A fornecedora, por outro lado, se diz otimista com a integração da Inteligência Artificial (IA) às soluções de telecomunicações

De acordo com balanço financeiro do segundo trimestre divulgado nesta terça-feira, 14, as receitas da Ericsson caíram 6% no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado, para 52,7 bilhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 5,4 bilhões, ou R$ 27,4 bilhões).

Além dos custos, a empresa atribui a queda no faturamento à diminuição das receitas de licenciamento de diretos de propriedade intelectual e ao impacto cambial.

De todo modo, as receitas da divisão de Redes caíram 8%, ao passo que a unidade Enterprise (grandes empresas) registrou tombo de 19%. Já o segmento de Serviços e Software de Nuvem teve alta de 3%.

Segundo o balanço, em termos reportados, as receitas só não caíram na região composta por Europa, Oriente Médio e África, onde ficaram estáveis.

Contudo, houve queda de 1% no Nordeste da Ásia, 2% no Sudeste da Ásia, Oceania e Índia e 5% nas Américas – ainda que receitas tenham crescido na América Latina.

A Ericsson registrou lucro líquido de 4,2 bilhões de coroas suecas (US$ 430 milhões, ou R$ 2,18 bilhões) no segundo trimestre, queda anual de 12%.

Posicionamento da Ericsson em IA
Em comentários no balanço, o presidente e CEO da Ericsson, Börje Ekholm, afirmou que a empresa adotou medidas para mitigar a inflação de custos de componentes ao longo do segundo trimestre.

“À medida que o impacto se intensifica nos próximos trimestres, continuaremos a implementar medidas internas e ações de precificação para ajudar a compensar esse efeito”, indicou.

Ekholm, que será substituído no comando da empresa por Per Narvinger a partir de outubro, ainda disse que a fornecedora está bem posicionada para “capturar a próxima onda de conectividade impulsionada pela IA”, em função da revisão de portfólio realizada nos últimos anos.

“Com base em nossa liderança tecnológica em redes móveis, expandimos nossa atuação para áreas de crescimento atraentes, posicionando a Ericsson para aproveitar as oportunidades à medida que a IA avança cada vez mais para o mundo físico”, pontua o executivo.

Compartilhe: