Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026

Eneva (ENEV3) tem trimestre positivo com mais geração nas térmicas, diz Santander

A Eneva (ENEV3) teve um resultado operacional no segundo trimestre de 2026 considerado positivo pelo Santander, com a geração bruta total alcançando 2.537 GWh, movimento atribuído principalmente ao maior despacho térmico na ordem de mérito ao longo do período. O despacho médio, ponderado pela capacidade instalada, chegou a 20% no período, ante 15% de abril a junho de 2025. Segundo o banco, os indicadores operacionais vieram “bons”, mas em linha com o que o mercado já esperava.

Segundo os analistas André Sampaio e Guilherme Lima, no complexo Parnaíba, a geração bruta somou 1.947 GWh no trimestre, com 828 GWh em Parnaíba I, 348 GWh em Parnaíba II, 270 GWh em Parnaíba III e VI, 33 GWh em Parnaíba IV e 468 GWh em Parnaíba V. O Santander destaca que a geração foi sólida apesar de um impacto temporário relacionado a Parnaíba V.

Nos indicadores operacionais, a disponibilidade ficou em 99% em Parnaíba I, 92% em Parnaíba III/VI, 100% em Parnaíba IV e 99% em Parnaíba V. A exceção foi Parnaíba II, com 44% de disponibilidade no trimestre, por conta da etapa final de reparos na turbina.

O banco ressalta que o trabalho foi concluído em março e que a usina voltou a 100% de disponibilidade ao fim do trimestre. Ainda em Parnaíba, o despacho chegou a 47% no segundo trimestre de 2026, ante 32% um ano antes.

Em Jaguatirica II, o Santander aponta a continuidade de números robustos, com 166 GWh de geração bruta, 60% de despacho e 100% de disponibilidade no período entre abril e junho deste ano – embora o despacho tenha ficado abaixo do registrado no segundo trimestre de 2025, quando havia sido de 76%.

Nos ativos a carvão, Itaqui teve 17 GWh de geração bruta no trimestre, com 2% de despacho e 28% de disponibilidade média. O banco associa a menor disponibilidade a eventos de manutenção e reparos.

Na frente solar, o relatório afirma que o corte de geração (curtailment) permaneceu relevante, mas “materialmente” abaixo de picos anteriores. A Futura 1 registrou 306 GWh de geração bruta pós-restrição e 294 GWh de geração líquida no 2T26, com 99% de disponibilidade e fator de capacidade de 26%.

Ainda assim, o curtailment seguiu como um vento contrário, com desligamentos forçados totalizando 87 GWh no trimestre. O número ficou abaixo do observado no quarto trimestre de 2025 (-131 GWh), mas acima do segundo trimestre do ano passado (-69 GWh).

O Santander também chama atenção para a evolução do upstream (atividades iniciais da cadeia) em linha com a maior força da térmica.

A produção de gás natural totalizou 0,47 bcm no segundo trimestre de 2026, sendo 0,42 bcm em Parnaíba e 0,05 bcm no Amazonas. As reservas totais de gás 2P encerraram o trimestre em 46,6 bcm.

O banco afirma que o aumento da produção de gás em Parnaíba ante o 2T25 esteve diretamente ligado à maior demanda por geração térmica, em linha com a dinâmica de despacho na ordem de mérito observada no trimestre.

O banco tem recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações da Eneva, com preço-alvo de R$ 26,60, o que representa uma potencial valorização de 2,50% no comparativo com o último fechamento.

 

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