Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Empréstimo de R$ 550 milhões cria garantia para crédito a pequenos provedores de Internet

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (16) a contratação de um empréstimo internacional de US$ 100 milhões, cerca de R$ 550 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que permitirá ao Ministério das Comunicações estruturar um mecanismo garantidor voltado ao acesso de pequenos provedores de Internet a linhas de crédito. A iniciativa tem como foco a expansão da banda larga em municípios com até 30 mil habitantes, com potencial de beneficiar aproximadamente 2,5 milhões de pessoas.

O mecanismo foi desenhado para reduzir um dos principais entraves enfrentados pelos provedores regionais: a dificuldade de cumprir exigências financeiras para obter financiamento de longo prazo. Com a garantia oferecida pelos recursos do empréstimo, pequenos ISPs poderão acessar crédito junto ao BNDES e a outras instituições financeiras, viabilizando investimentos em infraestrutura de conectividade em localidades onde a oferta de banda larga ainda é limitada ou inexistente.

De acordo com o Ministério das Comunicações, os recursos serão aplicados no âmbito do programa Acessa Crédito Telecom, que prioriza regiões remotas e de difícil acesso, incluindo pequenos municípios do interior, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. A expectativa é estimular a atuação dos provedores locais, que já desempenham papel central na expansão da Internet fora dos grandes centros urbanos.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a aprovação do financiamento cria as condições necessárias para que os pequenos provedores possam ampliar suas redes e levar conectividade de qualidade a populações historicamente menos atendidas. Segundo ele, o mecanismo garantidor amplia o acesso ao crédito e acelera a expansão da infraestrutura de telecomunicações no interior do país.

A estratégia do ministério prevê a implantação de redes de fibra óptica, a modernização de infraestruturas locais e a instalação de equipamentos de telecomunicações mais eficientes do ponto de vista energético. Além do financiamento via BNDES, o modelo também facilitará o acesso a recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), ampliando o leque de instrumentos disponíveis para os provedores.

Com a aprovação no Senado, o projeto entra agora na fase de execução e regulamentação. A expectativa do governo é que o novo mecanismo contribua para reduzir desigualdades digitais, fortalecer o ecossistema de provedores regionais e acelerar a expansão da banda larga em municípios de pequeno porte, onde o investimento privado tradicional enfrenta maiores restrições econômicas.

Compartilhe: