Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026

Economia com torres supera obrigações dos 700 MHz, diz Brisanet

A Brisanet avalia que a aquisição do direito de uso da frequência de 700 MHz nas regiões Nordeste e Centro-Oeste vai, além de fortalecer a operação de telefonia móvel, gerar um impacto econômico positivo em suas projeções de investimento.

Em conferência com analistas nesta quarta-feira, 13, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre na véspera, o CEO da operadora, José Roberto Nogueira, explicou que, com os 700 MHz, a empresa diminui a quantidade de torres necessárias para cobertura de cidades.

Segundo ele, a economia com infraestrutura será maior do que o gasto previsto para cumprir as obrigações do edital.

“Com os 700 MHz, em vez de cinco torres, construiremos três. O valor economizado é maior do que os compromissos de localidades e rodovias”, afirmou Nogueira.

No leilão dos 700 MHz, realizado no início deste mês, a Brisanet saiu vencedora dos lotes A2 (Nordeste) e A3 (Centro-Oeste) com propostas de R$ 6,27 milhões e R$ 1,85 milhão, respectivamente. A estes valores mínimos a serem pagos à União se somam os compromissos de cobertura, cujo investimento é gerido pela operadora, sem um valor obrigatório.

No Nordeste, os compromissos envolvem levar cobertura móvel a 215 localidades e 830,5 km de rodovias. Já no Centro-Oeste – onde a operadora planeja iniciar a operação em julho já com os 700 MHz, em apoio à faixa de 3,5 GHz –, as obrigações dizem respeito a 65 localidades e 1.785,5 km de rodovias.

De acordo com o executivo, se a Brisanet tivesse tido acesso à frequência de 700 MHz desde o início da operação móvel no Nordeste, com o mesmo investimento já aportado na rede celular, seria possível cobrir uma área onde vivem de 24 milhões a 25 milhões de pessoas.

Contudo, hoje a rede está disponível para uma população de 15,6 milhões, atendida nas frequências de 2,3 GHz e 3,5 GHz.

FWA no Centro-Oeste
Na conferência, Nogueira voltou a afirmar que a operadora planeja ativar a rede móvel em pelo menos 115 cidades do Centro-Oeste neste ano. A operação comercial deve começar em julho e vai se limitar aos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul em 2026.

O CEO ainda indicou que a empresa planeja ofertar combos de telefonia móvel e FWA (tecnologia que usa a rede 5G como banda larga fixa) a partir de setembro. “Nos primeiros meses, vamos fazer só o móvel. O FWA chega em setembro, pouco antes do quarto trimestre”, afirmou.

Além disso, o executivo garantiu que a Brisanet já fechou contratos com fornecedores atacadistas de redes de transporte e backbone em todas as cidades do Centro-Oeste que receberão a cobertura móvel ainda este ano. “Teremos mais de uma abordagem para ter redundância”, pontuou.

Previsão de investimentos
A Brisanet investiu R$ 172 milhões no primeiro trimestre, sendo 60% desse valor em rede 5G. A estimativa para o consolidado de 2026 é de que o capex totalize R$ 700 milhões, pouco abaixo dos R$ 751 milhões aportados em 2025.

Alguns dos planos e detalhes para o uso dos 700 MHz José Roberto Nogueira apresentou também nesta entrevista ao TELETIME em Destaque, programa do canal da TELETIME no Youtube.

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