EAF considera agregadora de MVNO em rede móvel do governo
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) considera a contratação de uma agregadora de operadora móvel virtual (MVNA) para garantir a cobertura de rede no projeto de rede móvel privativa do governo federal.
A ideia no projeto é contar com rede de duas operadoras para o serviço de conectividade móvel, visando tanto ampliação da rede disponível quanto redundância. Os planos foram comentados pelo diretor de Operações da EAF, Geraldo Segatto, nesta terça-feira, 22, em evento organizado pelo site Mobile Time, em São Paulo.
O diretor da EAF ainda afirmou que a entidade decidiu abrir à possibilidade de contratação de MVNA após estudar o segmento. A conclusão é de que as agregadoras também podem ofertar os serviços necessários para o funcionamento da rede móvel do governo.
“Os últimos estudos indicam que as agregadoras podem fazer todas as funções que a gente precisa. Por isso, a seleção também vai ser aberta a essas empresas”, assegurou.
Plano de negócios para Ministério da Justiça
“A próxima fase do projeto é construir um core próprio da rede e uma parceria com MNO ou MVNO para cobertura”, ressaltou Segatto.
Ele também informou que, nas próximas semanas, o Ministério das Comunicações (MCom) deve apresentar ao Ministério da Justiça o plano de negócios da rede móvel privativa federal.
Segundo ele, já há um alinhamento com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para que o custo de manutenção dos serviços conte com recursos de um fundo da área de segurança.
Isso porque a EAF é responsável apenas pela implementação da rede (capex), de modo que ainda é preciso definir como a operação será custeada nos próximos ciclos (opex).
“O Ministério da Justiça precisa entrar no projeto para que seja sustentável”, pontuou Segatto. “As próximas fases são apresentar o plano de negócio, fazer o acordo com o Ministério da Justiça, desenvolver o core de rede e contratar as operadoras parceiras”, complementou.
No momento, a rede móvel privativa do governo está em operação no Distrito Federal, integrando as comunicações das polícias Militar do DF, da Câmara e do Senado, além do Exército – a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda será integrada à rede conjunta. O objetivo, em outro momento, é expandir a operação para os estados.
