Desktop tem queda no lucro, mas expande receita com novos serviços
A Desktop fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 29 milhões, queda de 29% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 12.
O provedor paulista informou que o resultado foi impactado pelo maior nível de despesas financeiras e pelo aumento das despesas com depreciação e amortização, em função dos investimentos realizados nos anos anteriores.
Confira, a seguir, os principais indicadores da Desktop no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado.
Lucro líquido ajustado: R$ 29 milhões (-29%);
Ebitda ajustado: R$ 174,4 milhões (+14%);
Margem Ebtida ajustada: 54% (+2 p.p.);
Receita líquida: R$ 321,6 milhões (+9%);
Dívida líquida: R$ 1,55 bilhão (+5%);
Alavancagem: 2,22x;
Capex ajustado: R$ 87 milhões (-29%).
Receita evolui com novos serviços
Apesar da queda no lucro, a Desktop registrou alta de 9% na receita líquida, na comparação anual, alcançando R$ 321,6 milhões.
Segundo a empresa, a expansão foi puxada pela rentabilização da base, com apoio de novas frentes de crescimento, como serviços corporativos (B2B) e MVNO.
Com apoio de medidas de eficiência operacional, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve alta de 14%, chegando a R$ 174,4 milhões, enquanto a margem registrou expansão de 2 pontos percentuais (p.p.), para 54%.
Redução nos investimentos e na alavancagem
O balanço mostra que a Desktop encerrou o primeiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 1,55 bilhão, um montante 5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
Ainda assim, a empresa conseguiu reduzir a alavancagem (dívida líquida/Ebitda proforma anualizado) para 2,22x, ante 2,41x no início de 2025.
A empresa, em função do foco na geração de caixa, pisou no freio no que diz respeito aos investimentos. O capex ajustado somou R$ 87 milhões nos três primeiros meses do ano, queda anual de 29%.
Base de banda larga
A Desktop encerrou o primeiro trimestre com 1,206 milhão de assinantes de banda larga. O total aponta alta anual de 4% – em números absolutos, são 47 mil acessos a mais do que no primeiro trimestre de 2025.
Contudo, o saldo do período inicial de 2026 é de 2 mil clientes a menos do que o do fim do ano passado. Segundo a empresa, trata-se de uma “consequência do reforço da estratégia de priorização de caixa”, o que fez com que o provedor reduzisse o nível de vendas consolidadas.
Venda para a Claro
No que diz respeito ao acordo de venda da empresa para a Claro, em breve comentário no balanço, a Desktop afirma que ainda “não houve evolução relevante em relação às informações já divulgadas”. O negócio permanece sujeito às aprovações regulatórias.
