Terça-feira, 9 de Dezembro de 2025

Desktop deve reduzir investimentos no restante do ano

A Desktop vai realizar uma redução de investimentos em ativação de clientes e expansão de rede no restante de 2025, indicou a operadora de banda larga em conferência sobre resultados do segundo trimestre realizada nesta quinta-feira, 7.

“Adotamos o posicionamento estratégico de entregar crescimento de receita com o menor investimento incremental possível. Ou seja, estaremos mais focados nos próximos trimestres em melhorar a geração de caixa, mas sem abrir mão de um crescimento consistente”, resumiu o CEO da Desktop, Denio Alves Lindo.

A estratégia será executada após período onde o crescimento da base de clientes e dos investimentos da Desktop superaram o crescimento das receitas, indicando recuo no tíquete médio e maiores custos de instalação, como notado por analistas na conferência desta quinta-feira.

No primeiro semestre, a Desktop teve um capex ajustado total de R$ 237 milhões, aumento de 35% comparado ao mesmo período de 2024. No mesmo período de seis meses em 2025, a receita líquida cresceu 8%, para R$ 592 milhões.

Como causas, a Desktop justificou ter enfrentado alguns “desafios pontuais sistêmicos” no lançamento de um novo sistema de atividades de campo e atendimento, além de realizar uma migração relevante da base de assinantes de um provedor adquirido.

“Esses desafios impactaram diretamente no churn e em um consumo maior de ONUs [Unidades de Rede Óptica] em serviços de manutenção”, resumiu o diretor financeiro da Desktop, Bruno Leão. No processo, a empresa ainda registrou troca pontual de clientes mais maduros (e com tíquete mais alto) por novos, como reflexo do churn.

“Ajustes já foram feitos, o churn de julho e agosto já está apontando para baixo e o consumo de ONUs também”, completou Leão, projetando uma redução significativa na compra dos equipamentos para a casa do cliente e do capex como um todo no restante do ano.

“A trajetória de queda irá se manter não só na linha de capex de clientes, mas também na linha de capex de expansão de rede”, destacou o CFO. No segundo trimestre em comparação com o primeiro, a linha já recuou R$ 25 milhões, afirmou. Na reta inicial do ano, a empresa também fez investimentos em cidades relevantes, como Ribeirão Preto (SP).

Móvel e B2B
A Desktop também pretende ampliar a aposta nos segmentos móvel e empresarial (B2B) como forma de fortalecer receita e o tíquete médio de assinantes, indicou Denio Alves Lindo, CEO da empresa.

“Enxergamos oportunidades relevantes no B2C [varejo], tanto através do aumento do take-up rate [taxa de ocupação] da nossa rede, quanto do lançamento de novos produtos – como, por exemplo, o Desktop Mais, nossa oferta convergente que combina banda larga fixa e serviço móvel”, afirmou o CEO.

“Também vemos no B2B uma oportunidade relevante e estratégica, com potencial significativo para continuar a gerar novas receitas e sustentar o nosso crescimento nos próximos anos”, completou Lindo, sobre as avenidas de crescimento vislumbradas.

“A despeito das incertezas e do cenário macroeconômico desafiador, continuamos crescendo de maneira saudável e sustentável. Continuamos com uma demanda muito forte no B2C e agora também nos novos mercados de B2B e de móvel, para os quais começamos a dar mais ênfase apenas recentemente”.

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