Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025

Desempenho é determinante para vantagem da Starlink nos EUA, aponta Ookla

A HughesNet e Viasat alcançaram melhorias nos últimos três anos nos serviços de Internet via satélite, mas ainda estão enfrentando dificuldades para competir com a Starlink (constelação de satélites de órbita terrestre baixa – LEO) em termos de latência e velocidades de download e upload.

Isso de acordo com relatório da Ookla, empresa que mede e monitora o desempenho de redes com um teste de velocidade. O documento avaliou a performance das três operadoras no mercado dos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2025, em comparação com 2022.

A latência foi considerada o “principal calcanhar de Aquiles” das provedoras de Internet via satélite geoestacionário (GEOs), segundo a avaliadora. No primeiro trimestre de 2025, a HughesNet e a Viasat registraram latências medianas de 683 milissegundos (ms) e 684 ms, respectivamente, enquanto a Starlink alcançou apenas 45 ms. É uma questão física: os satélites em órbita baixa ficam a cerca de 550 km de altitude, contra 36 mil km dos satélites geoestacionários.

OAinda assim, com as implememtações de otimização de tráfego, a HughesNet reduziu significativamente sua latência desde 2022: ela era de 1.019 milissegundos na época. Já a Viasat ficou estável, com leve alta (de 676 ms para 684 ms).

Velocidades
Em velocidades de download no mercado norte-americano, HughesNet e Viasat mais que dobraram seus desempenhos desde 2022, atingindo cerca de entre 48 e 49 Mbps no primeiro trimestre de 2025.

Contudo, a Starlink também quase dobrou sua velocidade, chegando a 104,71 Mbps no mesmo período, aponta o relatório da Ookla. A favor da Starlink está a quantidade muito maior de satélites.

Nas velocidades de upload, a HughesNet melhorou para 4,44 Mbps, mas a Starlink atingiu 14,84 Mbps. A Viasat, por outro lado, teve uma queda considerada “preocupante” em seu upload mediano nos Estados Unidos, para apenas 1,08 Mbps, em parte devido a uma falha no satélite Viasat-3 F1, afirma a medidora.

De uma forma geral, as provedoras GEO têm investido em novos satélites de alta capacidade (como o Jupiter 3 da HughesNet e a frota Viasat-3) e tecnologias (como HughesNet Fusion, que combina Internet via satélite com conexão terrestre sem fio).

Perda de clientes
Apesar da melhora em indicadores, a distância para a Starlink ainda é ampla e HughesNet e Viasat seguem perdendo assinantes rapidamente nos Estados Unidos, com a primeira caindo de 1,22 milhão para 853 mil e a segunda de 590 mil para 189 mil clientes entre 2022 e 2025.

Apesar das desvantagens, as empresas GEO continuam sendo uma opção viável para áreas remotas onde outras alternativas de conectividade são limitadas e para usuários que não dependem de baixa latência, afirma a Ookla.

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