Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Defesa Civil Alerta deve se tornar nacional até fim de 2025

A ferramenta de envio de alertas de emergência Defesa Civil Alerta deve ter sua expansão em escala nacional realizada até o final de 2025, a partir da chegada em novos estados e regiões. O recurso opera em cima das redes móveis de telefonia, emitindo alertas sonoros e visuais em situações de catástrofes através da tecnologia cell broadcast.

A previsão de “nacionalização” do alcance da ferramenta foi apontada nesta quinta-feira, 21, pela superintendente de controle de obrigações da Anatel, Suzana Silva Rodrigues. Ela participou do último dia do evento Amazon On, promovido na cidade de Manaus.

No momento, o Defesa Civil Alerta já está disponível em estados do Sul, Sudeste e Nordeste, apontou Suzana. Desde seu lançamento em 2024, 425 alertas já foram emitidos pela ferramenta. Destes, 56 foram relacionados a emergências extremas.

A tecnologia, vale lembrar, alcança todos os celulares conectados a uma antena 4G e 5G. Em caso de alertas, os aparelhos recebem uma mensagem pop-up que se sobrepõe a outros aplicativos, acompanhada de vibração ou sinal sonoro para garantir a visualização da mensagem pelo destinatário.

A implementação do cell broadcast depende de uma coordenação entre diversos agentes, lembra a superintendente da Anatel. Os esforços envolvem a agência, o Ministério das Comunicações (MCom), defesas civis locais (municipais ou estaduais), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e as operadoras móveis detentoras da rede.

Alerta de Desastres
Chefe de telecomunicações de emergência da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e também presente no Amazon On, Vanessa Gray destacou a vantagem da tecnologia na comparação com outros meios de envio de alertas – como o SMS, por exemplo, que pode ficar sujeito a congestionamentos e indisponibilidade.

Neste sentido, dados apresentados por Gray indicaram que, globalmente, 30% das pessoas afetadas por desastres não receberam nenhum tipo de alerta antes da emergência. Ao mesmo tempo, habitantes de áreas rurais tendem a receber significativamente menos avisos que aqueles que vivem em áreas urbanas, aponta a UIT. Também há disparidade no recebimento por homens (71%) e mulheres (68%).

Complementariedade
Mas é importante notar que, também globalmente, uma a cada cinco pessoas não possui aparelhos celulares, aponta a UIT. Dessa forma, a avaliação é que o cell broadcast deve ser complementar a outras formas de alertas – como carros de som, altos falantes e outros meios tradicionais de comunicação, alertou Suzana Rodrigues, da Anatel.

A superintendente também apontou que o cell broadcast deve ter seu uso destinado a eventos realmente relevantes, onde os alertas se façam necessários. Do contrário, há risco do recurso cair em descrédito.

(O jornalista viajou para Manaus convidado pelo Amazon On)

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