Sexta-feira, 4 de Setembro de 2026

Conta de luz seguirá com bandeira amarela

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira a manutenção da bandeira tarifária amarela para setembro, a mesma em vigor desde maio. Nesse nível, os consumidores pagam custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde, diante das condições favoráveis de geração. No fim de maio, porém, a projeção inicial da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicava bandeira vermelha patamar 1, com cobrança extra de R$ 4,463 a cada 100 kWh.

O cenário mudou. A CCEE projeta agora a permanência da bandeira amarela até novembro e o retorno à bandeira verde a partir de dezembro, com o fim do período seco.

A manutenção da bandeira amarela reflete a melhora das condições hidrológicas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Energia Natural Afluente, indicador do volume de água que chega aos reservatórios, atingiu 243% da média histórica em agosto.

Os níveis de armazenamento também seguem elevados: o subsistema Sul registra 93,6% da capacidade, seguido por Norte (75,6%), Nordeste (69,2%) e Sudeste/Centro-Oeste (55%). Além do risco hidrológico, outro fator que influencia as bandeiras é o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), referência para o mercado de curto prazo.

O setor elétrico acompanha os efeitos do El Niño, que pode reduzir a geração hidrelétrica na região Norte e elevar o consumo de energia devido às temperaturas mais altas. Para reforçar a segurança do sistema, o governo antecipou o início do suprimento de cinco contratos de reserva de capacidade, adicionando 1,8 gigawatt (GW) ao SIN a partir de setembro.

CLIMA. Distribuidoras também reforçam planos de contingência diante da possibilidade de um super-El Niño entre outubro e dezembro. Nos sistemas isolados do Norte, geradores receberão antecipadamente recursos para formação de estoques de combustível, reduzindo riscos de abastecimento caso haja dificuldades de navegação na região. •

Precauções Distribuidoras têm reforçado planos de emergência diante de um possível super-El Niño

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