Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2025

Com alta em OTTs, Vivo busca flexibilidade no negócio de TV

A Vivo busca atuar com flexibilidade no negócio de TV e conteúdo em vídeo. A estratégia é manter as operações tradicionais de TV por assinatura e seguir crescendo por meio da oferta de plataformas de streaming, indicou o CEO da operadora, Christian Gebara, nesta terça-feira, 29, em coletiva após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.

A tele fechou junho com 755 mil assinantes do serviço tradicional de TV paga (conexão via fibra óptica). A vertical de TV tradicional, somada a outros serviços fixos, como voz e xDSL, gerou R$ 969 milhões em receitas no segundo trimestre, baixa de 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o executivo, o negócio de conteúdo mudou e o crescimento agora está muito mais vinculado à revenda de acesso a plataformas de streaming de terceiros.

“Temos 7,4 milhões de clientes de [banda larga de] fibra, sendo que desses mais ou menos 10% têm o serviço de TV tradicional. Realmente, não tem uma demanda muito grande”, ponderou Gebara.

De todo modo, o executivo ressaltou que a empresa planeja manter as ofertas dos modelos de TV por assinatura e IPTV (TV via Internet) “para os clientes que querem”. Ao mesmo tempo, destacou que a revenda de OTTs (over the top, ou seja, serviços que dependem da banda larga, como streaming de vídeo e música) “parece ser o presente e o futuro”.

Conforme o balanço do segundo trimestre, a Vivo obteve R$ 793 milhões em receitas em 12 meses com OTTs de conteúdo, alta anual de 24,9%. A base cresceu 34,5% no intervalo de um ano, chegando a 3,7 milhões de assinantes.

“Queremos dar essa flexibilidade maior para o cliente escolher a plataforma que quer. A nossa defesa da receita de IPTV tradicional é mais limitada, mas a nossa oportunidade de crescer nesses segmentos mais híbridos e flexíveis é muito maior”, avaliou Gebara.

Serviços digitais e B2B
O avanço nas vendas de OTTs contribuiu para o negócio de serviços digitais alcançar 11,2% das receitas da Vivo no acumulado de 12 meses até o segundo trimestre. Há um ano, o conjunto de soluções representava 9,5% do faturamento total.

Neste segmento, levando em conta o intervalo de um ano, a operadora também registra crescimento em soluções financeiras, por meio do Vivo Pay, com faturamento de R$ 469 milhões (+4,2%), e de saúde, mediante o marketplace Vale Saúde Sempre, que gerou R$ 79 milhões em receitas (+113,4%).

O grande destaque, contudo, foi o braço B2B, que inclui soluções de nuvem, segurança cibernética, Internet das Coisas (IoT), big data, mensageria e equipamentos de TI. O ecossistema corporativo levantou R$ 4,75 bilhões em receitas nos últimos 12 meses, alta de 31,3%.

Vale destacar que os negócios digitais B2B representaram, sozinhos, 8,2% das receitas da Vivo em 12 meses. Com isso, os serviços B2C ficaram com 3%. Portanto, as duas frentes somadas alcançaram 11,2% do faturamento.

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