Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026

Claro anuncia nova API de Open Gateway

A Claro tem uma nova API de Open Gateway, a geofencing. A ferramenta, lançada no mês passado, utiliza triangulação das antenas para determinar a localização do horário, e tem grande utilidade especialmente para itens que usam tecnologia de internet das coisas (IoT). Segundo Ageu Dantas, head de data analytics e mensageria da operadora, a empresa é a primeira a usar essa tecnologia no Brasil. “Trata-se de uma cerca eletrônica que opera sem depender do GPS. E, a partir dela, é possível identificar a entrada e a saída do dispositivo”, explicou Dantas, no MobiMeeting Finance + ID 2025, nesta terça-feira, 11.

De acordo com o executivo, o geofencing tem como principal vantagem funcionar tanto como um fallback do GPS quanto no combate à fraude, pois ele consegue superar os bloqueadores de sinal e o GPS falso. No entanto, a nova API precisa de permissão do usuário (opt-in) — caso seja pessoa física.

Outra novidade é a Quality on Demand (QoD), tecnologia que prioriza o sinal da rede em congestionamentos, como em dias de grandes eventos, shows ou jogos, em que as maquininhas têm dificuldade para processar o apagamento.

Cases da Claro

Dentro do Open Gateway há outras autenticações que têm mostrado resultados positivos. No TikTok, por exemplo, a sua operação no Brasil usa o Number Verification, uma validação que acontece diretamente com a operadora e que não tem fricção. A ferramenta é uma facilitadora para usuários que ficam longos períodos inativos, que têm suas contas verificadas, sem afetar sua experiência. De acordo com o head da Claro, a rede social já teve mais de 3 milhões de chamadas para validação em seu projeto piloto.

No Itaú, uma outra API é utilizada, o SIM Swap. A função é a mais utilizada no país e foi padronizada apenas recentemente. O SIM Swap verifica se houve troca recente do chip, se o episódio aconteceu há pouco, e quais as chances de ser uma tentativa de golpe.  Só em 2025, o banco acumula 30 milhões de consultas através da tecnologia.

“Enquanto as soluções antifraude olham para o passado, com análise de comportamento, a rede olha o agora. Combinar esses dois ecossistemas possibilita remediar uma fraude, antes de ela acontece”, observou Dantas.

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