Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2025

Brisanet mantém expansão no 5G e fecha 2º trimestre com EBITDA de R$ 178,8 milhões

A Brisanet encerrou o segundo trimestre de 2025 com receita líquida de R$ 410,2 milhões, alta de 18% sobre igual período de 2024. No semestre, o faturamento chegou a R$ 801,8 milhões. O desempenho foi impulsionado pela expansão da base de clientes de banda larga fixa e pelo avanço no serviço móvel, ativo desde o fim de 2023.

O EBITDA ajustado atingiu R$ 178,8 milhões, com margem de 44%, 1,4 ponto percentual acima do registrado um ano antes. Segundo a companhia, o ganho reflete diluição de custos fixos e controle de despesas, apoiados no crescimento orgânico da operação e no aumento da escala do móvel.

No fechamento de junho, a Brisanet somava 562 mil clientes móveis (4G/5G), crescimento de mais de 110 mil no trimestre. A cobertura chegou a 282 cidades e 13,5 milhões de habitantes nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Em julho, foram acrescidos mais 43 mil clientes, elevando a base para 605 mil, antecipou a empresa, uma vez que julho compõe o terceiro trimestre.

Na banda larga fixa, a operadora adicionou 20 mil assinantes no trimestre, alcançando 1,48 milhão de clientes em FTTH e 37 mil em FWA. A rede conta com 144 mil km de cabos e mais de 46,7 mil km de backbone.

Estrutura financeira e endividamento
A dívida líquida encerrou junho em R$ 1,66 bilhão, equivalente a 2,44 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, acima das 2,21 vezes registradas no trimestre anterior. O aumento está ligado a novos financiamentos, amortização de debêntures e investimentos em infraestrutura móvel.

Do total de dívida, 51% está atrelada ao CDI, 29% ao IPCA e 20% a taxas prefixadas. Desde 2024, a empresa contratou R$ 974 milhões em crédito de longo prazo com bancos de fomento, incluindo R$ 560 milhões via BNDES/Fust.

O Capex do primeiro semestre somou R$ 485 milhões, com foco na implantação de 4G/5G. A empresa informa que valores adicionais já desembolsados — referentes a equipamentos importados e obras em andamento — chegam a R$ 643 milhões.

No período, o fluxo de caixa operacional foi de R$ 386,3 milhões, equivalente a 106% do EBITDA. O lucro líquido trimestral caiu para R$ 6,2 milhões, impactado pelo aumento das despesas financeiras, que subiram 53% em relação ao segundo trimestre de 2024, influenciadas por juros mais altos.

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