Brisanet defende projeto de redundância para redes na Amazônia
Diante de iniciativas públicas para construção de nova infraestrutura óptica de conectividade na Amazônia, a operadora Brisanet acredita que um projeto que garanta a redundância das redes na região também deva ser endereçado.
A avaliação foi feita pelo fundador e CEO da operadora cearense, José Roberto Nogueira, durante o evento Amazon On encerrado em Manaus nesta quinta-feira, 21. A capital amazonense é uma das 59 beneficiadas pela rede do projeto Norte Conectado, que prevê 12 mil km de redes na região, sobretudo a partir de rotas subfluviais.
Nogueira, contudo, entende que uma segunda etapa do projeto deve envolver alternativas de redundância, uma vez que eventuais rompimentos ou interrupções na fibra poderiam deixar as cidades atendidas sem serviços durante ao menos três ou quatro semanas.
Starlink
Neste sentido, a proposta do executivo é de mobilizar cobertura de Internet via satélite – em especial a oferecida pela Starlink – e infraestrutura local de redes de distribuição de conteúdo (CDNs). Agregados em pontos de presença na região, os recursos poderiam atender parte da demanda por conectividade do Norte e cumprir objetivos de redundância das novas redes.
Para viabilização do modelo, Nogueira sugere que empresas de streaming – na prática grandes usuárias de CDNs – sejam convidadas a participar do esforço. A Brisanet em si não chegou a manifestar intenção de atuar na iniciativa no Norte, mas a empresa utiliza modelo similar para suportar serviços no Nordeste, além de mirar expansão no Centro-Oeste.
Hoje, a empresa de origem cearense soma backbone óptico de 46 mil km espalhado por diferentes estados, além de 144 mil km de redes de fibra até a residência (FTTH) em 159 cidades.
Geração de renda
Também no Amazon On, José Roberto Nogueira defendeu a nova infraestrutura que chega à região Norte como uma alternativa para a geração de novas oportunidades para a população local.
“A Amazônia não pode ser apenas importadora”, afirmou o executivo, destacando oportunidades de comércio de produtos locais e desenvolvimento econômico com ajuda da Internet. “Não basta conectar a população ao longo dos rios: tem que gerar renda”.
