Sábado, 13 de Dezembro de 2025

Brasil, Argentina e Paraguai discutem estratégias para combater a pirataria

Autoridades brasileiras, argentinas e paraguaias especializadas em crimes contra a propriedade intelectual no ambiente digital se reuniram, em Brasília, nesta semana, para discutir formas e estratégias para fortalecer o intercâmbio de experiências e as metodologias sobre investigações de crimes nessas áreas.

O encontro foi coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Segundo o titular da Senasp, Mario Sarrubbo, a reunião vai ajudar a fomentar políticas públicas para a construção de uma rede de inteligência que “permita uma ação coordenada não só em nível nacional, mas também na América Latina, contra sites piratas, que são hoje uma realidade e um problema para toda a sociedade”.

Cerca de 30 pessoas participaram do encontro coordenado por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Senasp.

Para a realização da reunião, o Governo Federal contou com a parceria da AL-Invest Verde DPI, implementado pelo European Union Intellectual Property Office (EUIPO). A instituição promove o uso eficaz dos direitos de propriedade intelectual (DPI) na América Latina, especialmente nos países do Mercosul.

Fortalecimento da cooperação
“Todo esse trabalho demonstra o alinhamento estratégico entre os parceiros da América do Sul, em especial, Paraguai e Argentina. Temos ainda a participação de várias entidades nacionais e internacionais que trabalham nessa proteção de propriedade intelectual e que amplia a qualidade dessas discussões numa parceria público-privada, preponderando, absoluto interesse público”, ressaltou o diretor da Diopi, Rodney da Silva.

Segundo ele, o resultado esperado é reforçar a cooperação policial internacional com canais diretos de comunicação entre autoridades da região. Além disso, há o aspecto operacional, que é a padronização de procedimentos e o fortalecimento de provas digitais na investigação cibernética.

“Esse conhecimento e essa aproximação também permitem dar mais agilidade para a troca de dados sobre os alvos investigados e sobre o modus operandi dessas organizações criminosas. Esse é o caminho para operações conjuntas futuras contra crimes cibernéticos transnacionais”, finalizou o diretor da Diopi.

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