Terça-feira, 11 de Agosto de 2026

AST SpaceMobile adia metas da constelação BlueBird para 2027

A AST SpaceMobile adiou do fim de 2026 para o início de 2027 a meta de colocar aproximadamente 45 satélites BlueBird em órbita. Com isso, o cronograma de implantação da constelação de baixa órbita da empresa deve ser alterado.

A mudança consta em documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos no contexto de uma oferta privada de US$ 1 bilhão em títulos seniores conversíveis anunciada pela AST.

A empresa – voltada à oferta de conectividade celular direta para smartphones convencionais – pretende utilizar os recursos para, entre outros objetivos, realizar parcerias e/ou aquisições para integração vertical de negócios, o que significaria entrada no mercado de lançamento de satélites.

Adiamento
Nos documentos regulatórios, a AST afirma que o cronograma dos próximos lançamentos segue condicionado à conclusão da montagem e testes dos satélites, à disponibilidade dos veículos lançadores de terceiros, à logística e demais fatores que permanecem, em grande parte, fora do controle da operadora.

A revisão ocorre menos de três meses após a perda do satélite BlueBird 7 em um lançamento do foguete New Glenn, da Blue Origin, que não conseguiu atingir uma órbita sustentável. A explosão desse mesmo foguete (bem como de sua base de lançamento) no final de maio também pressionou a AST.

A mudança representa uma revisão da expectativa apresentada anteriormente pela companhia. Até então, a AST SpaceMobile ainda projetava encerrar 2026 com cerca de 45 satélites BlueBird em operação.

Em maio deste ano, a Anatel aprovou licença para a AST SpaceMobile explorar uma constelação de 248 satélites de baixa órbita no Brasil.

US$ 1 bilhão e integração vertical
Paralelamente à atualização do cronograma, a AST SpaceMobile anunciou a precificação de uma oferta privada de US$ 1 bilhão em títulos seniores conversíveis com vencimento em 2034.

De acordo com o comunicado, a empresa pretende utilizar parte dos recursos para a “expansão de iniciativas de crescimento e garantir acesso adicional à órbita para sua rede de banda larga celular via satélite, incluindo parcerias e/ou aquisições para promover a integração vertical de seus negócios e mitigar riscos associados a fornecedores terceirizados de serviços de lançamento”.

Segundo comunicado da companhia, a operação deverá gerar aproximadamente US$ 983,6 milhões líquidos, podendo alcançar cerca de US$ 1,13 bilhão caso os compradores exerçam integralmente a opção de adquirir títulos adicionais. A AST já anunciou que vai destinar US$ 96,9 milhões às operações financeiras de capped call, para proteção contra diluição durante a emissão de títulos conversíveis.

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