Sábado, 10 de Outubro de 2026

Angola Cables reforça cabos submarinos Monet e SACS ao lado da Ciena

A Angola Cables, dona da subsidiária brasileira TelCables, ampliou uma parceria com a Ciena para reforçar a capacidade dos cabos submarinos Monet e South Atlantic Cable System (SACS).

O objetivo é robustecer as infraestruturas para atender à crescente demanda de largura de banda para serviços de nuvem, Inteligência Artificial (IA) e operações intensivas em dados.

O cabo Monet se estende por 10.556 km entre os Estados Unidos e o Brasil. Já o SACS, com 6.165 km de extensão, conecta o Brasil a Angola. Com a utilização dos dois sistemas, os dados podem trafegar diretamente entre a África e a América do Norte com um atraso de 130 milissegundos.

Na prática, a Angola Cables vai implantar tecnologias da Ciena – como a plataforma de transporte óptico e interconexão, sistema de rede de alto desempenho e ferramenta de controle de redes – nas estações de aterragem dos cabos (landing stations).

A implantação já está em curso e deve permitir que a Angola Cables entregue conectividade de alta capacidade em rotas ligando Estados Unidos, Brasil e África, impulsionando serviços de 800 Gbps em rotas transatlânticas.

Em alguns casos, os dados poderão trafegar em até 1,6 Tbps, informou a Ciena, tendo em vista que a infraestrutura cria opções de rotas mais flexíveis para clientes dos segmentos de hyperscalers, nuvem, atacado, conteúdo e corporativos.

Extração de capacidade
Em entrevista ao TELETIME, Fernando Capella, diretor regional da Ciena no Brasil e no Cone Sul da América Latina, explicou que a infraestrutura, em linhas gerais, permite extrair mais capacidade da rede óptica existente.

No momento, a alternativa se mostra uma maneira eficiente de garantir suporte às demandas de conectividade, sem a necessidade de instalar novos cabos subaquáticos.

“Há um pipeline de lançamento de cabos para os próximos anos, como uma fila, e os cabos não ficam prontos de um dia para o outro. Então, existe sempre essa demanda de conseguir extrair o máximo de capacidade e fazer melhor uso do espectro da fibra”, ressaltou Capella.

O executivo da Ciena também indicou que o reforço nos cabos da Angola Cables poderá ser sentido nas operações no Brasil.

“Mais de 95% do tráfego da Internet circula por cabos submarinos. Então, [o investimento] tem um impacto positivo para a comunicação terrestre. Toda vez que se modernizar a rede, obviamente isso traz um reflexo positivo para o usuário final”, apontou Capella.

Em comunicado, o diretor de Tecnologia da Angola Cables, Adriano Caldevilla, salientou que a demanda de hyperscalers e provedores de nuvem continua em aceleração. A ideia, portanto, é reforçar a rede submarina atualmente em uso.

“Junto com a Ciena, vamos aprimorar a escala, a flexibilidade e a inteligência da nossa infraestrutura submarina para ajudar os clientes a construir e expandir redes preparadas para IA, maximizando ao mesmo tempo o desempenho dos nossos ativos de fibra existentes”, afirmou Caldevilla.

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