Domingo, 14 de Junho de 2026

Anatel vai usar IA para monitorar produtos ilegais no comércio eletrônico

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está desenvolvendo uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) para monitorar anúncios de produtos de telecom em plataformas de comércio eletrônico. A intenção é que a solução ajude a identificar equipamentos não homologados vendidos no País por meio de lojas online e marketplaces.

A iniciativa foi comentada pelo assessor da Gerência de Certificação e Numeração da Anatel, Secundino da Costa Lemos, nesta quinta-feira, 28, durante o 29º Fórum de Certificação de Produtos para Telecomunicações, promovido pela agência.

Segundo o regulador, a ferramenta vai monitorar os anúncios online buscando identificar o número de homologação e o código global do produto.

A IA também deve avaliar fotos, CNPJ ou CPF do anunciante, dados do fornecedor e do fabricante e comentários de clientes em redes sociais, como forma de apontar se o produto recebeu certificação e homologação para venda no Brasil.

Na prática, de acordo com Lemos, o software vai fazer “uma raspagem de dados no ambiente online”, com foco nas “principais plataformas de comércio eletrônico, onde se denota de 80% a 90% do volume de transações”.

Ele não indicou quando a ferramenta deve entrar em operação, mas reforçou que a aplicação está em desenvolvimento.

“Como a gente sabe, a maioria dos produtos irregulares são importados, muitos vêm do Paraguai. A gente entende que desenvolver uma solução por meios computacionais que envolve machine learning e IA para monitorar anúncios feitos online é uma ferramenta de fundamental importância para identificar fornecedores bons e maus e informar ao consumidor o que está acontecendo no mercado interno”, disse Lemos.

Outras iniciativas
A Anatel também está trabalhando em outras iniciativas para coibir o comércio de produtos irregulares no ambiente digital.

Um dos projetos prevê a criação de uma base de dados unificada com fornecedores autorizados e produtos homologados, de modo que as plataformas possam fazer consultas antes de liberar a veiculação de anúncios em suas páginas.

Além disso, o órgão regulador avalia criar um ranking de plataformas de comércio eletrônico, no sentido de informar ao consumidor a confiabilidade do e-commerce; e divulgar uma black list e uma white list de fornecedores para produtos de telecomunicações, levando em conta a conformidade no que diz respeito ao fornecimento de produtos homologados.

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