Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025

Alares tem alta de 31% nas receitas e reduz prejuízo no segundo trimestre

Ainda registrando efeitos da aquisição da Azza, a Alares ampliou receitas e Ebitda no segundo trimestre deste ano, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 12. Apesar de ter registrado novo prejuízo trimestral, a empresa reduziu as perdas e também a alavancagem entre abril e junho.

Os números foram comentados com TELETIME pelo CEO da Alares, Denis Ferreira, em entrevista realizada após a divulgação dos números nesta terça-feira.

Conforme os dados, a receita líquida da Alares cresceu 31% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 230,9 milhões, em função “da aquisição da Azza, crescimento orgânico e monetização da base de clientes”, diz a empresa.

“Continuamos crescendo a nossa forma de fazer relacionamento com nossa base para aumentar o ARPU [receita média por usuário] de forma constante, tanto no inorgânico através da Azza quanto nas operações que já tínhamos”, avaliou Ferreira.

No intervalo, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) também cresceu e somou R$ 104,7 milhões, avançando 29,8% na comparação anual. A margem ficou em 45,4%, apresentando queda de 0,4 ponto percentual (p.p.) ante ao mesmo intervalo de 2024, mas crescimento de 1,5 p.p. na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

“O fato de colocarmos uma empresa para dentro é positivo, porque nossa plataforma está preparada para extrair alavancagem operacional muito grande através de M&As. Acontecem quatro coisas: crescemos em receitas, em Ebitda absoluto, em Ebitda percentual e diminuímos a alavancagem, porque temos injeção de capital do acionista”.

Neste sentido, Ferreira notou que a integração da Azza já está praticamente concluída, faltando somente a transição de marca da antiga provedora para Alares.

Prejuízo
O balanço ainda mostra que a provedora de banda larga teve prejuízo líquido de R$ 21 milhões no segundo trimestre. Ainda que negativo, o resultado demonstra uma redução de 36,6% em relação ao prejuízo do segundo trimestre do ano passado, que foi de R$ 33 milhões.

“Da mesma forma que temos evoluído em outros indicadores, esse é indicador que vai continuar evoluindo positivamente. Temos um impacto muito forte de financiamentos, não só de debêntures, mas também com sellers das aquisições que fizemos. Com taxa de juros muito alta, isso tem impacto significativo”, justificou Ferreira.

Neste sentido, o processo de desalavancagem se torna ainda mais relevante, destaca o CEO. No caso, a alavancagem da Alares (medida pela dívida líquida/ Ebitda ajustado) caiu de 4,05 vezes para 3,06 vezes no intervalo de 12 meses até junho.

Ao fim do segundo trimestre, a dívida líquida da empresa somava R$ 1,18 bilhão, alta de 8,6% ante à registrada há um ano.

Investimento
Já o Capex (investimento) da Alares alcançou R$ 53,9 milhões no segundo trimestre, alta de 16,5% na comparação anual, impulsionado, também, pela incorporação da Azza. O comando da empresa, contudo, nota que o indicador cresceu em ritmo menor que as receitas.

Ainda, a geração de caixa operacional (medida pelo indicador Ebitda menos Capex) cresceu 48% no ano contra ano, atingindo R$ 51 milhões no segundo trimestre de 2025 e apontando melhora em um indicador considerado estratégico.

Operacional
A Alares fechou o segundo trimestre com 800 mil assinantes de serviços, sendo cerca de 796 mil na banda larga. As casas passadas (domicílios que podem contratar o serviço de fibra óptica) chegaram a 3,2 milhões, espalhadas por 228 cidades.

No trimestre, a empresa teve leve redução na base, se avaliada apenas a banda larga. “É uma composição de duas coisas: uma a macroeconomia e, outra, uma decisão nossa de olhar a rentabilidade e o perfil de crescimento, que tem que ser sempre saudável”, explicou Ferreira. “Dado o cenário, nós temos que ser ainda mais cuidadosos no tipo de abordagem”.

No restante do ano, o foco da Alares deve ser em investimentos dentro da atual área de atuação. A empresa também deve seguir de olho em novas oportunidades de M&A que façam sentido (considerando a esteira azeitada de integrações) e de serviços digitais que possam ser agregados nas ofertas, como forma de ampliar a rentabilização da base.

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