Ações de Vivo e TIM caem quase 6% após divulgação de resultados
As ações da Vivo e da TIM negociadas na B3, a bolsa de valores brasileira, registraram queda importante nesta terça-feira, 28, dia seguinte à divulgação dos resultados do segundo trimestre da dupla.
A ação ordinária da Vivo (VIVT3) fechou o pregão em baixa de 5,98%, cotada a R$ 33,83. Já o papel da TIM (TIMS3) teve queda de 5,81%, negociado a R$ 20,25.
No caso da Vivo, de acordo com relatório de analistas do Santander, a operadora entregou resultados sólidos no segundo trimestre, incluindo crescimento de receita acima dos concorrentes e evolução da rentabilidade. Contudo, o fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) caiu 11% na comparação anual, impactado, sobretudo, por efeitos de capital de giro. Além disso, o lucro líquido chegou a R$ 1,6 bilhão, abaixo das expectativas, em função de maiores despesas de depreciação e amortização, além de impostos.
A avaliação do balanço da TIM é mais dura. Para os analistas do Santander, os resultados “vieram mistos, com desaceleração da receita, mas melhora nas despesas operacionais e nas margens”. O relatório destaca que a receita de serviços móveis teve alta de 4,6% no segundo trimestre, abaixo dos 5,6% apurados no mesmo período do ano anterior. “A desaceleração do crescimento da receita móvel tende a ser o principal foco dos investidores”, sinaliza a equipe de analistas do Santander.
Dinâmica competitiva
O CEO da TIM, Alberto Griselli, procurou amenizar a baixa nas ações em coletiva de imprensa nesta terça-feira. Segundo o executivo, o desempenho dos papéis reflete “uma dúvida ou receio de que setor possa entrar em uma dinâmica competitiva acirrada”.
“No fim das contas, já passamos por momentos assim nos últimos anos, são ciclos. O importante é fornecer um bom serviço aos clientes e trabalhar todos os indicadores, como fluxo de caixa, crescimento da receita e do Ebtida”, disse o CEO da TIM, em breve comentário.
Griselli ainda destacou que o “setor está em um momento promocional”, o que gera “ondas negativas e positivas” nos balanços.
O cenário competitivo mais acirrado também foi apontado por Christian Gebara, CEO da Vivo, embora a tele tenha sido a única do trio de grandes a não apresentar uma desaceleração no crescimento da receita de serviços móveis no trimestre.
