Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Abinee: leilões, distribuição e abertura do mercado puxam oportunidades

O leilão de baterias e o de reserva de capacidade de 2026, os investimentos das distribuidoras e a abertura do mercado livre estão no radar de oportunidades da área de GTD da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. A projeção da Abinee é que no ano que vem o faturamento da área de GTD suba 11%. Na transmissão, leilões e reforços sustentam a previsão. Em coletiva à imprensa na última quinta-feira, 5 de dezembro, o diretor de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica Marcelo Machado, revelou que a expectativa é que nos próximos meses sejam divulgados mais detalhes sobre o certame de baterias, que já começa a movimentar o mercado.

“Existe uma movimentação bastante grande do mercado, tanto com relação à questão da engenharia e estudos, de como vão ser esses projetos, além da própria indústria, que envolve players locais, que também vão ter aí uma participação importante também em conjugar equipamentos importados com outros equipamentos que envolvem toda a implantação desse ecossistema”, explica.

Na distribuição, Machado conta que nos últimos dois anos houve um recuo nos investimentos. Entretanto, com o processo de renovação, houve uma perspectiva de crescimento um pouco acima da média dos últimos anos. “Isso é um fator importante de estabilidade que implica nos investimentos”, avisa. Segundo ele, os ciclos tarifários também demandarão das concessionárias investimentos necessários para reconhecimento na tarifa.

Abertura de mercado e 2026 desafiador

A abertura do mercado livre para todos os consumidores, aprovada na lei 15.269, também deve ser outro nicho de oportunidades. Segundo o diretor da associação, a Aneel já decidiu as características mínimas que os medidores eletrônicos devem atender tanto no aspecto da medição quanto no tarifário. Desse modo, os dispositivos farão parte das redes digitais e estarão presentes nas unidades consumidoras. O diretor ressalta que os medidores precisam estar homologados pelo Inmetro.

Além disso, Machado ressalta que hoje a indústria de medidores eletrônicos inteligente no Brasil é três vezes maior do que é fornecido. “Existe capacidade suficiente e com possibilidade de expansão no Brasil para a fabricação”, observa.

Ainda de acordo com a associação, 2026 será um ano desafiador. Assim, a confiança do empresariado está em baixa, as incertezas internacionais continuam e ano que vem será de eleições. Contudo, 72% das empresas têm a intenção de investir em 2026 e 67% têm a intenção de contratar novos funcionários no próximo ano.

 

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