Terça-feira, 18 de Agosto de 2026

‘A transição energética foi para o colo da segurança energética’, diz Izabella Teixeira

O Brasil e o mundo vivem diante de um enorme desafio: perseguir a descarbonização e, ao mesmo tempo, assegurar a disponibilidade de energia constante, sem riscos para garantir o crescimento econômico. Se a tarefa já não era trivial, ela se tornou ainda mais complicada em razão do recente conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem sufocado o abastecimento mundial de petróleo.

Essa delicada questão foi um dos temas do painel Transição Energética e a Relevância do Brasil, moderado pelo curador Marcelo Araújo e que contou com a participação de Izabella Teixeira, co-chair do Painel Internacional de Recursos Naturais da ONU e ex-ministra do Meio Ambiente (2010-2016) e David Zylbersztajn, professor da PUC-RJ.

O debate ocorreu nesta quarta-feira, 13, no São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até sexta, 15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para o evento estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

Segundo Izabella, vivemos um momento de muita turbulência por conta da geopolítica internacional. “Com isso, a transição energética foi para o colo da segurança energética.” Assim, segundo a especialista, temos um paradoxo climático. “As mudanças climáticas estão acontecendo e a ciência não conseguiu prever os eventos extremos que estão cada vez mais comuns”, disse.

A natureza mudou. O que era projetado para o final do século está acontecendo agora. “Portanto, agora o debate climático também inclui mitigação e adaptação a essa nova realidade” Para a especialista, apesar de todos os esforços, de anos para cá o consumo de combustível fóssil no mundo caiu apenas 8%. E, com a atual crise de petróleo, “a energia nuclear voltou ao cenário da segurança energética”.

Manutenção da demanda por petróleo
David Zylbersztajn, com larga experiência no setor de petróleo, lembra que transição energética não é uma ruptura de uma fonte para a outra. “Isso é um equívoco básico”, diz. E tanto o Brasil como o mundo ainda vão precisar muito do petróleo para mover as economias. “No melhor dos cenários, até 2035, o petróleo ainda será responsável por 60% da energia mundial.“

O momento, no entanto, é de preocupação. “Primeiro, foi a Guerra da Ucrânia. Agora, a Guerra do Irã. Não se sabe exatamente o que irá acontecer com o preço do petróleo.”

Com relação à transição energética no País, ele diz que os países ricos têm entre 13% e 5% de fontes renováveis. “O Brasil já fez sua transição energética. O Brasil está quase com 49% de fontes renováveis.” Apesar disso, para o especialista, o País ainda precisa reduzir fortemente o desmatamento e melhorar a pecuária para mitigar ainda mais as reduções.

Para Zylbersztajn, a demanda por petróleo no Brasil vai sempre ocorrer. “Por isso, sou a favor da exploração na margem equatorial, que está a cerca de 500 km da costa brasileira.” Para ele, com a experiência da Petrobras, o grau de risco é ínfimo. “Se a gente não explorar em algum lugar, vamos ter que importar. A demanda será sempre presente”, argumenta.

Além disso, de acordo com o especialista, a atividade gera emprego, impostos, royalties e recursos para os Estados da Amazônia. “Os piores indicadores econômicos da Amazônia são do Amapá”, diz. “Os recursos provenientes do petróleo podem ajudar a equipar o Ibama, a Polícia Federal, e a desenvolver a bioeconomia da região.”

Trabalho entre governo e iniciativa privada
Para Izabella, o Brasil tem de se voltar para o futuro. “Nosso País é uma potência e necessita trabalhar e realizar. Para isso, é preciso tomar decisões estratégicas para ter um papel relevante na questão da transição energética.” Segundo a ex-ministra, para que o Brasil seja um país vencedor nessa questão da transição energética é “preciso criar uma nova relação do Estado com o setor privado. O Brasil é rico em recursos naturais.”

Ao olhar para o mundo, ela cita a China. “Eles têm 50% das patentes do mundo. O que permite alta capacidade produtiva e de inovação. Os chineses estão pautando o futuro.”

Segundo Izabella, o País precisa deixar lado algumas discussões ideológicas e adotar posturas mais pragmáticas para avançar. “Todos os jovens devem participar desses debates. Todos os atores políticos também devem se envolver. É preciso abrir espaço para a sociedade. Devemos ser brasileiros na contemporaneidade. Precisamos de novos adultos na sala e envolver as novas gerações. Vamos cuidar do Brasil.”

IZABELLA: a transição energética acabou nesse novo contexto?

DAVID: Energia , SEGURANÇA E GEOPOLITICA

NO concerito geral não. Deu uma desacelerada enorme. A gente diferenten não conseguiu regulamentar a eólica offshore.

O mundo não tem lideranças. O multilateralismo acabou.

IZABELLA: Qual é o futuro das Cops?

Mundo tem demanda sobre eletrificação. Novas gefraççoes, descarbonização,

Plano quinquenal da China. Pragamentismo no mundo que não é brincadeira.

Brasil tem que se recolocar no debate internacinal ou nacional.

Como sai na crise pós-crise qualquer Sistema multilateral vai se renovar cabefr que tipo de resposta. Conselho de Segurança

Brasil deiscusssao absolutamente estreita cinisma

Brasil ia mudar modelo concessão Maiores reservs de agua do mundo desperdiçamos como ninguém Crise hídrica veria junto com os refugiados climáticos. Dinamica nova geopolítica,

Defendo acordo de Paris 196 a visão do problemas e os instrumentos pra lidar com ele.

Pragamentismo de ligar com essas variáveis na mesa e todo mundo concorda

Vamos entender o problema climático

Começ a tomar as coluções estruturadas. Va tomar tempo e dinheiro e precisa ter uma inteligenia vai adicionar ser eficiente nisso.

Frase do Modi. Transição energeita não é sugstituição de fonte energética, É energética

Entregar a amzonia para o crime organizado.

Tem que discutir estruturalmente isso.

Marcelo ]araujo: Matriz enérgica pura alta segurança energita

David: Margemm equatorial do rio amazonas. FAvoravel exploração do petróleo equantorial a cerca de 500 km daa costa. Grau de risco ínfimo. O Brasil precisa ter uma relação de petróleo r mais que p. O Brasil curva de decliono no Proe Sal. Se a gente não explorar em algum lugar, vamos explorar. A demanda será sempre presente, Suprir internamento, gerando emrepgo, imposto, roylaties.

Eu fui ao Amapá, o discurso é correto. A amazonia Indicadores piores do brasil no Amapa.

Smazonia precisa equipar o ibama, policia feeral, precisa desenvolver sua bioeconomia.

Insitutos de pesquisa podem ser financiados. O que já tem que decidir é o seguinte, a gente quer fazer aqui ou comprar da Noruega?

Desenvolviemnto de riqueza é soberania, amazonia estamos perdesde a soberianao do crime 30 mlhoes de estão mal assistidos. 1/3 do território brasileiro.

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, entre esta quarta-feira, 13, e sexta,15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento, estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

 

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