Setor de eletrônicos está com 24% das fabricantes paralisadas, diz associação

G1, Capital RS - 27/03/2020

A pandemia de coronavírus levou 24% das fabricantes de eletrônicos do Brasil a paralisar parcial ou totalmente a produção, segundo um levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), realizado com as empresas entre os dias 23 e 25 de março.

Dentre as que estão paralisadas, 42% têm paralisação total, e as outras 58% estão com produção parcial. Na pesquisa anterior, divulgada pela associação no dia 9 de março, 6% das fabricantes haviam dito que estavam paralisadas.

Segundo a Abinee, o principal problema agora é a chegada da pandemia no Brasil, que obrigou a adoção de medidas por parte das empresas, e não mais o abastecimento de materiais vindos da China, conforme apresentado em sondagens anteriores.
De acordo com a nova pesquisa, o problema de abastecimento, com insumos que vêm da China, arrefeceu: 51% das empresas afirmam ter problemas no recebimento de materiais, abaixo dos 70% registrados no início de março. A China é a principal fonte de componentes do Brasil. O país é um dos principais vendedores de chips, circuitos integrados e outras partes e peças que vão se tornar celulares, máquinas de lavar, televisores e diversos outros eletrônicos em outros países.

Com a mudança, 30% das fabricantes disseram que não devem atingir a produção esperada para o 1º trimestre — no levantamento eram 21%. Essas fabricantes esperam uma produção 34% abaixo da projetada inicialmente.

Medidas para conter doença
De acordo com a Abinee, as empresas intensificaram medidas para conter a disseminação da Covid-19. Segundo a pesquisa, nas áreas administrativas, 33% adotaram home office total, 53% estão com trabalho remoto parcial e 14% não aderiram à prática.

Nas áreas ligadas diretamente à produção, foram adotadas medidas como diminuição do fluxo de pessoas, como rodízio de funcionários, antecipação de férias e férias coletivas, redução de jornada.